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14 vencedores do Nobel publicados pela Nova Fronteira

De Sartre, que recusou o prêmio, a Einstein e Feynman: conheça livros de 14 vencedores do Nobel publicados pela Nova Fronteira.

Jean-Paul Sartre ganhou o Nobel de Literatura e recusou o prêmio. O escritor francês foi escolhido em 1964, mas manteve sua decisão de não aceitar distinções oficiais, mesmo diante de uma das mais conhecidas do mundo. A história desperta curiosidade sobre o autor e leva a uma pergunta ainda melhor: por onde começar a lê-lo? Sartre é um dos 14 vencedores do Nobel com livros publicados pela Nova Fronteira nesta seleção. Há romances, contos, poesia, histórias para crianças, filosofia e divulgação científica. O prêmio aproxima esses nomes; os livros mostram como cada um encontrou uma maneira própria de olhar para o mundo. O escritor que recusou o Nobel Em A náusea, Sartre acompanha um homem para quem as coisas mais comuns passam a parecer estranhas. Já os contos de O muro colocam personagens diante de situações extremas e das escolhas que elas exigem. Quem quiser seguir pela obra do autor encontra também As palavras, A idade da razão, Sursis, Com a morte na alma e Verdade e existência entre os títulos da Nova Fronteira. A recusa não apagou Sartre da história do Nobel. Ela se tornou parte dela e continua a provocar perguntas sobre a relação entre um escritor, sua obra e o reconhecimento público. Romances para atravessar outras vidas Se a vontade é mergulhar numa narrativa extensa, O tambor, de Günter Grass, oferece um protagonista difícil de esquecer. Oskar Matzerath decide parar de crescer enquanto sua história familiar atravessa um período brutal da Alemanha. Grass recebeu o Nobel de Literatura em 1999. Thomas Mann, premiado em 1929, pode ser descoberto por Morte em Veneza e Tonio Kröger, duas narrativas reunidas num mesmo volume. William Faulkner, vencedor em 1949, está na seleção com Uma fábula, romance que passa pela guerra e por grandes questões humanas. Para quem prefere uma história que coloca convicções pessoais em conflito, há O imoralista, de André Gide, premiado em 1947. Poesia, pensamento e história Poemas de Pablo Neruda para jovens é uma porta de entrada para a poesia de Pablo Neruda, vencedor do Nobel de Literatura em 1971. O livro convida a encontrar o poeta sem a obrigação de compreender tudo de uma vez: às vezes, um verso pede apenas que o leitor volte a ele. O filósofo Bertrand Russell recebeu o Nobel de Literatura em 1950. Em A conquista da felicidade e O elogio ao ócio, suas perguntas se aproximam da vida cotidiana; em História da filosofia ocidental, História do pensamento ocidental e ABC da Relatividade, o leitor encontra outros caminhos por sua obra. O nome de Winston Churchill costuma ser associado à política, o que torna seu Nobel de Literatura, recebido em 1953, uma surpresa para muitos leitores. Grandes homens do meu tempo permite conhecê-lo também como autor. Completam este percurso O filho do homem, de François Mauriac, premiado em 1952, e O homem que tinha tudo, tudo, tudo, de Miguel Ángel Asturias, vencedor em 1967. O Nobel também cabe numa leitura com crianças Isaac Bashevis Singer, vencedor do Nobel de Literatura em 1978, escreveu Por que Noé escolheu a pomba e outras histórias para crianças e O papagaio chamado Dreidel e outras histórias para crianças. Rudyard Kipling, premiado em 1907, está presente com Mogli, o menino-lobo. São livros da Nova Fronteira que permitem apresentar esses autores a leitores mais novos por meio do prazer de ouvir e acompanhar uma história. Da literatura à física Os dois últimos nomes desta seleção receberam o Nobel de Física. Albert Einstein, premiado pelo trabalho referente a 1921, pode ser conhecido por outra faceta em Como vejo o mundo, Meus últimos anos e Notas autobiográficas. Richard P. Feynman, um dos vencedores de 1965, está no catálogo da Nova Fronteira com Física em 12 lições, convite a acompanhar as perguntas e explicações de um cientista. Sartre recusou o prêmio; outros o receberam em reconhecimento a trajetórias muito diferentes. Para o leitor, nenhum desses caminhos precisa começar pela cerimônia do Nobel. Pode começar por um conto, um poema, um livro compartilhado com uma criança ou uma pergunta sobre o universo.